quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

ela voz passiva, ele voz ativa...

Esta é uma redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE Universidade Federal de Pernambuco. Como não consegui o nome da autora, divulguei assim mesmo... É grande, mas vale a pena. : )

“Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador… Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos.

O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos.

Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador >recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa.

Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando…ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo. Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.

Começaram a se aproximar…ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois.

Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros.

Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.

Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular: ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente… Era o verbo auxiliar do edifício ! Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.

Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente ! Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto.

Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.

O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.”

domingo, 13 de dezembro de 2009

Recordações...

Muito tempo sem escrever pro blog.
Acredito que a maioria dos nossos 3 ou 4 assíduos leitores não nos acessam mais.
O blog esteve parado, mas a vida dos 'vestibolandos' nem um pouco.

Estou reutilizando este espaço. Com uma metalinguagem, eu acho. Fiz uns versos com frases escritas pelos próprios autores do blog. Durante esses meses, a página de 'desabafos' cresceu bastante. E agora a resumi- se é que é possível- em um poema. Não fui tão bom quanto a minha intenção. Mas, enfim, já o fiz:

Além das palavras

Palavras são fáceis de aceitar
Quando se tem um ‘alguém’ por perto
Nos dizendo que não há ninguém
Que comprove o caminho certo

A felicidade pode estar aqui.
Sem precisar nos conformar,
Precisamos voltar a sorrir
E na luz acreditar


É essa luz que move os nossos passos
Em direção a uma nova era
Para romper todos os laços,
Esse futuro nos espera

Cada risada, cada briga.
Cada mentira, cada verdade.
Amizade é a palavra.
Vai além da lealdade.

Talvez esteja próximo o dia do despertar...
Onde estaremos aos 30?

Nossas risadas, nossas brigas
Nossas mentiras, Nossas verdades
Passarão de palavras...
Permanecerão na realidade.


por Rodrigo de Freitas

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Tirando algumas teias de aranha


Faz tempo que não venho por aqui. Estão todos estudando bastante e bem ocupados para postar no blog. Vida de vestibulando não é fácil!
No domingo passado, segunda e terça-feira foram realizadas as provas da UPE. Ouvi muitos reclamarem que estava bastante difícil. Eu não sei de nada, pois não fiz XD. Nos dias 5 e 6/12 teremos as provas do Enem. Até agora não houve notícia de vazamento. Governo, faça o favor de segurar as pontas.
Nos dias 20 e 21/12 teremos provas da UFPE e acabará para a maioria esse pesadelo "vestibular". Terá início uma nova tortura, a de esperar o listão. Nada de "Feliz Natal" nem "Feliz Ano Novo". Serão celebrações de clima tenso para nós.
A esperança é a última que morre e a primeira que mata.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

A FESTA FOI TUUUUDO DE BOOOM!

Mesmo a contragosto de ju, eu resolvi usar o comentário imenso dela como postagem.


"A missa...foi legaal...beem legal mesmo..onde a gente maaaaaaaaais tesorou (66) huahuahuahua...a aula da saudade foi DIVINA..acho que todo mundo guardou todas as lagrimas pra esse dia, e ainda assim elas não foram suficientes..e o baile...aaaaaaaaaaaah o baile! gerooooou(666666666)! huahuahuahuahuahua... muuuuuuuuuuuuuuuitas coisitas aconteceeram la:P huahuahuahua...quem sabe, sabe, quem num sabe..foi triste! huahuahuahuahuahua...parecia de 3º graau! me senti formada na facul! huahuahuahuahua...mas foi BEEEM legal...muitos copos quebrados, muita TEKILA virada...a banda..que tocou muitas musicas pra os pais da gente huahuahua..mas tocaram MINHA música claaro! "pinteei o meu cabeeelo me valorizei..." (8) e claaro que terminou em que??em que?? DJAVÚÚ! HUAHUAHUAHUA....boooooooombooou! não podia ter terminado melhor! hehe... a Viiick! estava lá abalaaando com seu vestido tomara que caaia, dançando tudo e até o chãão! o Rô..dançou todas tbm..e correm rumoores sobre sua prima e sobre sua mãão!:O rôô:O ele num gosta nem de lembrar dos detaaalhes da festa...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...Romeeeine se espantou muuito com os babadooooos! huahuahuahua...conclusão do meu comentário GIGANTE: A FESTA FOI TUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUDO DE BOOOOM!"

sábado, 7 de novembro de 2009

Nossa história teve mais um ponto.

Não foi um ponto final.

Ontem, 06 de Novembro, ocorreu a missa e a colação de grau do nosso terceirão. Todo mundo chique de doer. Mas sempre tinha alguém pro povo tesourar... É incrível como as mulheres não se controlam. Destaque pra palavra 'mulheres'. Pelo menos ontem, não tinha como chamar de 'meninas'. : D

Começamos com a litúrgica missa. De pé, sentados, de pé, sentados; até que... Amém. Depois de algumas outras palavras, começaram a entregar as medalhas de alunos homenageados. No telão, só os txuqui txuquis de fraldas. kkkkkkk. Fez-se questão de mostrar as fotos do povo homenageado (com mais de 10 anos no colégio) quando ainda mal sabiam falar. Alguns nem mudaram tanto. Em outros, diga-se de passagem: outras, a chapinha fez milagres.

Eu, muito nervosamente, fui laureado. E só escutei o povo gritando: Tchicô, Tchicô, Tchicô... Não vi mais nada. Foi a emoção de receber a placa de nenhum valor econômico, mas muito valor significativo. Me dediquei até onde os meus limites suportavam. Acho que homenagem maior que essa vai ser apenas quando meu nome aparecer no listão. Não precisa ter um público inteiro assistindo, muito menos um troféu. Só um nome. O meu nome.

domingo, 25 de outubro de 2009

Chuchu é ruim, mas tem quem goste


Como a Vicky colaborou com coments... Eu estou postando. Prometi né?

Durante a aula de sexta-feira, o professor Rogério Andrade (Física Mecânica) me fez pensar de uma forma diferente. Aliás, Rogério sempre me traz questionamentos filosóficos, e isso é bom (desde que você não estude no Centro de Artes e Comunicação da UFPE, o CAC)

Ele comentou rapidamente sobre qual a “melhor ciência”. Na verdade ele nos fez ver que todas elas são ciências com sua especificidade importante. Muitas pessoas se enganam dizendo que não têm afinidade com as ciências da natureza ou a matemática em geral, mas na verdade qualquer um que tenha capacidades “normais” poderá englobar qualquer assunto, desde que a força de vontade seja suficiente. Segundo Rogério, a maioria dos alunos que correm pra humanas são alunos indecisos ou mesmo “fujões”. São alunos que estão para o cálculo assim como o diabo está para a cruz, por isso fogem do mesmo (do cálculo...). Chuchu é ruim, mas tem quem goste. Difícil é gostar sem experimentar. “Eu odeio cálculo”. Como odeia o que nunca se esforçou pra fazer?(P.S: essa comparação foi a pior coisa que eu já falei na minha vida).

Nessa revelação, eu passei a entender que você pode ser feliz pensando positivo. Não é um clichê sem importância o que eu estou falando. Muitas pessoas (diga-se de passagem: eu mesmo) tentam calcular o futuro e as futuras alegrias. Não é necessário. Você só deve ser otimista.
Quando passar a vida inteira pensando em “Direito na Federal, Direito na Federal!” e, no final das contas, só passar em uma concorrência “3 por vaga”, não deixe o curso de lado. A sua felicidade pode estar ali. Não ligue pros padrões imaginários.

A Vicky disse, durante essa aula, que, se ela quisesse, ela poderia muito bem fazer um curso de engenharia, mas ela só não faz porque gosta muito de ler sobre política, sociedade, crepúsculo (ops...). Eu acredito nisso. Eu posso ser feliz como engenheiro, publicitário ou gari. Eu sei que a decisão é difícil (ser gari é tentador), mas não estou falando em se conformar, mas sim em aproveitar as chances sem destruí-las antes de conhecê-las.

Tweet!

Ainda não desisti da Ju! Ela não é um caso perdido. Minha campanha irá se estender um pouco mais agora. Quem tiver twitter por favor vamos twittar #postaju . Quero isso na lista das mais twittadas! Se você não tem twitter, crie um, pode me seguir se quiser(vickylima) e no retângulo branco falequalquer porcaria contanto que no final dê pra colocar "#postaju" . Simples, não é? Vamos todos twittar agora!